viernes, 22 de octubre de 2010

Globalização cultural leva samba pra Buenos Aires

Bem aventurados os frankfurtuianos que olhavam de forma pessimista para a massificação da cultura. Para eles, toda vez que uma cultura virava produto ela deixava de existir.

Hoje pela manhã, em pleno caminito, na cidade de Buenos Aires, me deparei com um grupo de "samba" fazendo um barulho sem nexo no calçadão turístico da capital Argentina. O som lembrava um pouco o nosso samba, mas sem letra e com uma ausência de elo cultural incrível.

No final, para justificar as palavras dos frankfurthianos, o líder do grupo veio me cobrar por ter filmado o espetáculo deles. Não paguei,'claro, pois isso vai contra a ética do jornalista.


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jueves, 21 de octubre de 2010

Insatisfeito? Pare tudo

A cada dia fico mais impressionado com o espírito anarquista dos argentinos. Os caras brigam por tudo o que consideram errado, não importa como, onde e quando. Só é preciso o porque.

Andando hoje por Buenos Aires, num rápido intervalo do congresso de cinema que participo aqui me deparei com montanhas enormes de lixo pelas ruas de Santelmo, um bairro legal da cidade. Fui perguntar o motivo: greve dos lixeiros. Ah, se fosse no Brasil.







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miércoles, 20 de octubre de 2010

Jornalismo de verdade é assim

Ao entrar no metrô de Buenos Aires me deparei com a mais bonita, apesar de utópica, propaganda de veiculo de comunicação que vi em toda a minha vida. Acredito nisso, mesmo sabendo ser utópico.

Depois de tirar essa foto, no interior do vagão, encontrei a mesma propaganda adaptada em diversos outdoors. Vamos refletir a respeito??



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Buenos Aires sempre em protesto

Ah, se o Brasil fosse assim, disposto a protestar quando brincam conosco. Mas não, os brasileiros aceitam com tranqüilidade os abusos dos mais fortes com tamanha facilidade que me revolto quando acompanho protestos em outros países.

Certa vez, em Madri, vi um quebra-quebra por causa da prisão de camelôs que vendiam CD nas ruas. O protesto contou, inclusive, com artistas que defendiam o comércio. Ontem, aqui em Buenos Aires, presenciei uma passeata que parou o centro da capital Argentina por causa do reajuste salarial. Nas calçadas, jovens e politizados representantes do Partido Obreiro vendiam por 2 pesos um jornal do partido. Mas para vender explicavam o ponto-de-vista do grupo. Comprei.

Segue abaixo um pequeno video com imagens do protesto, em plena Av. Corrientes, no centro da cidade.


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domingo, 17 de octubre de 2010

Corrida presidencial segue com vencedor marcado

Adoramos falar que o Brasil é um país democrático e que votar significa exercer o papel de cidadão, etc. Muita gente acredita nisso, sem saber que poderes ocultos existem. E essa eleição é um asqueroso exemplo disso, graças ao Cidadão Kane brasileiro, que mesmo morto decide quem governará a nação.

Ontem, numa conversa por telefone com um grande amigo
que tenho na TV Globo, descobri que está mais clara do que nunca a manipulação para construir uma imagem boa do Serra e uma destruidora da Dilma? Por que? Porque desde 1994 os tucanos estão amarrados com a família Marinho. O Lula ganhou porque sua liderança popular foi infinitamente maior que isso por duas vezes, e ainda é (81% de aprovação). Mas a Dilma não possui essa popularidade e estão manipulando tudo novamente, agora com sucesso. Jornalistas já foram fritados a pedido de José Serra e outros ainda serão. Esse é o jeito tucano de ser democrático? Parece.

Engraçado. Conheço essa forma tucanista de governar. Numa cidade do oeste mineiro, a alguns passos de Ribeirão Preto, o estilo democrático de unificar idéias segue o mesmo estilo. Por lá, um grupo "educacional" aconchavado com o PSDB mineiro costuma fazer isso com jornalistas que não seguem as determinações cabrestais. Mas isso nunca será o suficiente para calar vozes. O mundo vai muito além da serra da Canastra, dentro ou fora do país. Em algum lugar existe lugar para jornalistas comprometidos com a verdade, a ética e a liberdade. Num desses lugares estou, e em breve estarei de vez. Enquanto isso, luto para difundir a liberdade de opinião e expressão.

LIBERTAS QUAE SERA TAMEN, na bandeira de Minas Gerais, mas em algumas cidades isso existe somente no tecido. Na avenida principal de uma tal cidade o preceito ainda não chegou. Que pena.

jueves, 14 de octubre de 2010

Mineiros chilenos estão livres

Depois de quase dois meses presos a uma profundidade de quase 700 metros, os 33 mineiros chilenos estão livres. Para isso, uma operação de resgate que envolveu diversas nacionalidades precisou um dia para retirar os soterrados.

A região onde o grupo ficou preso é explorada pela mineração a quase um século por grupos internacionais. O local, contudo, é vulnerável, pois sofre abalos sísmicos constantemente, e isso dificultou o trabalho. Além disso, para encontrar o local exato para a descida da sonda de salvamento, foram necessárias três perfurações estreitas. Encontrado o local, a perfurarão foi alargada.

Conversamos a respeito com o geólogo e professor Dr. Osmar Sinelli. Confira a entrevista no vídeo abaixo.

- Entrevista produzida e editada totalmente a partir do iPhone

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lunes, 16 de agosto de 2010

Participar do Prêmio Estadão vale a pena para quem pode

Me lembro na faculdade de Jornalismo que cursei do meu querido amigo Ricardo dos Santos, um cara batalhador que precisava terminar o TCC dele. O trabalho era um livro-reportagem sobre São José dos Campos e sua primeira rádio. Contudo, deu pau no PC dele, que morreu ligo no começo da pesquisa, e Ricardo não tinha condição alguma de comprar outro. Quase desanimou.

Mas o cara era um batalhador nato e buscou rapidinho uma saída: vencer o Prêmio Estadão de Jornalismo, que dava, naquela edição, um PC novinho. "Com esse computador eu termino meu livro", dizia animado aos amigos o esforçado estudante. E nós, amigos verdadeiros, torcíamos por ele.

Ricardo sempre foi um cara esforçado. Filho de um pedreiro, começou a faculdade (particular) trabalhando durante o dia como ajudante de servente. Com o tempo arrumou um emprego na própria universidade, como segurança de portaria. Trabalhava o dia todo vestido num terno barato e à noite ia pra sala de aula sem o paletó e a gravata, mas com um suor que exalava de longe. Terno é foda. Dos vagabundos, então, muito pior.

Chegou o prêmio e Ricardo conseguiu um atestado de doença. Foi pra São Paulo e, esforçado como sempre, assistiu a todas as palestras. De volta pra sala de aula pediu socorro pro Julio Ottoboni, um ex repórter da Veja e do próprio Estadão. Ralou, ralou e ralou enquanto trabalhava como segurança durante o dia. Mas foi recompensado: ganhou o computador, terminou o TCC com nota 10 e conseguiu emprego que trabalha até hoje. Ricardo dos Santos, ex pedreiro, ex segurança de faculdade, é, hoje, gerente da assessoria de imprensa da Embraer.

Espero que essa história sirva de incentivo aos jovens estudantes de hoje. Na minha época tudo parecia mais complicado, e era. Contudo, quando queremos conseguimos soluções. O Ricardo é um exemplo de vontade e solução.

Escrito e postado a partir de meu iPhone, enquanto minha filhinha mamava.